PGR aguarda homologação da delação de Funaro para nova denúncia contra Temer

A expectativa é que a homologação ocorra na próxima semana, antes ou depois do feriado de 7 de setembro, na quinta-feira. A acusação, por suposta prática de obstrução de Justiça e organização criminosa, já está praticamente pronta para ser enviada em seguida.
No Palácio do Planalto, auxiliares próximos de Temer trabalham com a possibilidade de o procurador-geral Rodrigo Janot apresentar a segunda denúncia terça ou quarta. A ideia é que o presidente esteja em Brasília para contestar as suspeitas que devem ser levantadas (leia mais abaixo).
A nova acusação deverá conter trechos do que foi narrado e entregue pelo doleiro, que, segundo as investigações, operava propina para o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e um grupo de políticos do PMDB que incluiria Temer entre seus membros
O governo já ensaia o discurso para tentar esfriar o impacto político da nova acusação. Segundo apurou o G1, fala-se no Planalto que a acusação feita por Janot terá apenas “ilações”.
Nesta sexta-feira (1º), o Planalto divulgou nota com críticas à delação de Lúcio Funaro. Para auxiliares do presidente, a delação não teria elementos capazes de indicar o envolvimento direto de Temer em algum crime.
A ordem também é manter discurso de otimismo, além de repetir a versão de que Janot “persegue” Temer e quer “parar o Brasil”. Na última segunda-feira (28), o chefe Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo vai “enfrentar” a denúncia.
"Se vier uma nova denúncia, por certo nós estaremos preparados para politicamente enfrentá-la, no que diz respeito ao campo político, e juridicamente enfrentá-la no campo jurídico", disse o ministro.
A área política do governo já recebeu alertas de parlamentares da base aliada sobre o clima adverso na Câmara para barrar a segunda denúncia.
Deputados que votaram a favor de Temer em agosto têm receio de encarar um novo desgaste em seus redutos eleitorais. Eles também cobram a fatura da votação anterior, por meio de cargos na máquina federal.
Uma dos pontos que preocupa o Planalto é a insatisfação de parlamentares do bloco partidário chamado de “centrão”, que cobram parte do espaço ocupado pelo PSDB no governo.
Os tucanos ocupam quatro ministérios (Cidades, Relações Exteriores, Secretaria de Governo e Direitos Humanos) e se dividiram na votação da primeira denúncia.
Fonte: G1
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